. 24 novembro, 2017 .
Quando se tem uma paixão imensa por design e arquitetura - por muito inexperiente na matéria ou noviço que se seja - é incrível poder encontrar canais no youtube que conjuguem essas duas vertentes de forma tão inspiradora e interessante. 

Dei de caras com o canal Never Too Small na minha página de sugeridos e, por andar a ver imensos videos sobre casas, fiquei intrigada pelo thumbnail de um dos episódios. 



Este canal foca-se na partilha de pequenas casas e no modo como foram desenhadas e projetadas, narrada pela voz do próprio artista, no caso de miniaturas, ou pela do arquiteto. Têm uma filosofia minimalista e pretendem reunir o espírito hygge ao design contemporâneo, partilhando histórias e as consequentes experiências sensoriais. 

É, de facto, um canal que me deixou agarrada por toda a estética simples e, ao mesmo tempo, orgânica dos videos, uma vez que adoro tiny houses e toda a ideologia subjacente ao habitar espaços como esses.

tiny homes

. 17 novembro, 2017 .
Lembro-me perfeitamente do dia em que adquiri o Onze Minutos. Tinha acabado de regressar de Londres e, como o meu pai estava de férias, consegui visitar a Feira do Livro nos jardins do Palácio Nacional de Belém. Portanto, há pelo menos um ano que este livro se encontrava na estante à espera de ser lido. 

De facto, demorei algum tempo a interessar-me pelo seu conteúdo, uma vez que há já alguns anos que não me deixo seduzir por um romance. Li bastantes quando era mais nova e, quando conheci um outro mundo completamente diferente, o das distopias e dos policiais, deixei de ler este género literário. 

Contudo, o autor, Paulo Coelho, era alguém que tinha na minha lista mental de "autores a ser lidos". As citações do seu livro mais conhecido, O Alquimista, são partilhadas muitas vezes pelas redes sociais e algumas até bastante interessantes. E, embora não tenha sido esse o primeiro livro que li dele, não posso dizer que falhei na minha escolha por completo.

Ilustração feita por mim

Onze Minutos conta a história de Maria, uma rapariga de uma cidade pequena no interior do Brasil que, quando visita pela primeira vez o Rio de Janeiro, é convidada a fazer parte de um "espetáculo" na europa. Porém, ao chegar à Suíça acaba por trabalhar numa boîte, vendo-se envolvida no mundo da prostituição. É movida pelas consequentes desilusões amorosas e pela falta de rumo que a sua vida toma. Maria, apesar de viver do sexo, rapidamente percebe que não quer desistir do amor e continuar a fingir de que não se importa com o que faz.

É, deste modo, que, através da narrativa de Maria e das breves descrições do seu diário, descobrimos a sensibilidade de Paulo Coelho em retratar uma mulher e os seus desejos, tanto do próprio corpo, como da alma. Conseguimos, também, retirar lições importantes sobre o que é amar alguém, desistindo da ideia (infantil) desmedida de posse e assumindo uma atitude menos pessimista e utilitarista do amor.

À vista disso, o autor consegue por intermédio dos diálogos (que são qualquer coisa de outro mundo) desenvolver a história e apresentar-nos diversas facetas da interação homem-mulher de forma honesta e crua, sem nunca perder o toque quase lírico e enternecido que caracteriza a sua escrita.

Porém, (e talvez seja por pormenores importantes como este que tenha deixado de ler romances) o desfecho foi demasiado previsível e quase a roçar no piegas. Muito embora o autor não tenha feito mais do que contar, recorrendo à sua imaginação, a história da mulher que o inspirou a escrever este livro.

Ainda assim, achei que li Onze Minutos na altura ideal, não só porque veio reforçar algumas perspectivas que já tinha em relação ao amor - seja de que natureza for -, mas também porque consegui provar a mim mesma que, afinal, não sou assim tão coração de gelo quanto isso.


Pontuação: 4 de 5 estrelas (Goodreads)

eleven minutes

. 04 novembro, 2017 .



 // BELEZA 
GARNIER SKIN ACTIVE BB CREAM //
Fartei-me de procurar pela base perfeita, uma que tivesse cobertura q.b. e que não fizesse com que o meu rosto parece-se seco o que, consequentemente, acabaria por evidenciar as minhas imperfeições. Não a encontrei.

outubro'17

. 03 novembro, 2017 .
Sou particularmente fã da expressão “nós não nascemos ensinados” e das possibilidades de que tal afirmação permite. Não que considere que deva ser usada como desculpa para qualquer erro cometido - especialmente se já tiver ocorrido o mesmo no passado -, mas porque demonstra honestidade perante as nossas competências, tal como a nossa abertura para a auto reflexão e para a aprendizagem. 


não nascemos ensinados