let's talk about legacy


Pesquisar pelo nosso nome no google pode ser bastante impactante. Descobrimos que o nosso processo enquanto aluno numa antiga escola está online - o que para ser sincera é alarmante e fico feliz que já tenham criado portais para esse efeito com acesso restrito. Apercebemo-nos, também, do número de pessoas que partilham o nosso nome e da sua presença online - como blogger e numa perspetiva mais profissional é importante ter isto em conta. Reconhecemos, ainda, a importância das redes sociais, pois os primeiros links a aparecer são facilmente os do facebook ou do instagram. E, com sorte, encontramos pequenas surpresas ao pesquisarmos pelo nosso nome de família.

Foi desta forma que constatei que o meu nome tem um lugar na história, por muito pequenino e irrelevante que seja. Acho fascinante que acontecimentos ocorridos antes da internet sequer existir possam estar descritos online e por pessoas com quem não partilhamos ligações. Dá-me uma certa alegria saber que mesmo que as pessoas já cá não estejam, têm reservado, pelo menos enquanto a internet como a conhecemos prevalecer, um lugarzinho por aqui. 

Pode parecer estranho relatar esta história, porém faz todo o sentido quando colocamos as coisas em perspetiva: eu tenho um blog, grande parte dos meus interesses estão aqui exemplificados e, como sei que não tenho capacidades para ser o próximo Steve Jobs ou erradicar uma doença (ou algo assim parecido), este poderá muito bem ser o meu legado, o meu irrisório lugar na história. E o que é interessante sobre este facto é que não estou minimamente chateada com isso. 

Claro que tenciono fazer outras coisas com a minha vida como, por exemplo, ser bem sucedida no meu ramo profissional e fazer parte de uma equipa de sucesso, poder um dia constituir família (certamente que aí terei muito mais impacto na vida de alguém), ajudar significativamente as causas que defendo e, quem sabe, muito mais...

A ideia é que a minha vida não está restrita a um só feito, mas que independentemente daquilo que faça (ou que não faça), vou ser lembrada por alguém. Afinal, acredito que todos temos direito a um fragmento na história, já que vamos sempre importantes na vida de outra pessoa (não importa se for só na dos nossos papás, ok?).

Comentários

  1. Todos nós fazemos história, e como tu dizes, nem que seja só na vida dos nossos pais :)

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  2. O legado, a meu ver, é o que dá propósito à nossa vida enquanto seres humanos, doutra forma viveríamos em função de quê? Para quê ter uma atitude ativa se esta não tiver impacto algum? A certo ponto da nossa vida, todos nós refletimos sobre o que fazemos por aqui e do que é que as pessoas relembrar-se-ão de nós e da nossa vida quando já cá não estivermos

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  3. Este texto vai de encontro a uma citação que há bem pouco tempo ouvi num espetáculo de stand up, que é a seguinte: "One day, we will all be remembered as content. How crazy is that?" E tens toda a razão, se esta é a pequena percentagem de nós que fica lembrada, mesmo que seja nesta dimensão virtual, então sinto-me bem por isso ao invés de assustada. Principalmente porque tenho orgulho no meu blog e no que ele representa para mim (e acho que para os outros) neste momento e sinto que tentaste passar a mesma mensagem. Boa reflexão, Inês :)

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    1. Foi mesmo isso que tentei transmitir e por acaso gostei até bastante dessa citação. (: Obrigada, Inês.

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